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Legislação

Aumento de impostos no México levará jogadores ao mercado ilegal, afirma AIEJA.

Cidade do México 415x275 c

A Associação de Titulares de Licenças, Operadores e Fornecedores da Indústria de Entretenimento e Apostas no México (AIEJA)) respondeu à reforma do Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS)), aumentando esse imposto sobre jogos de azar de 30% para 50%.

A AIEJA afirmou que vem pressionando por uma mudança nas leis antiquadas sobre jogos de azar no México, que datam de 1947, mas sem sucesso.

“Há mais de uma década, solicitamos uma atualização da lei de 1947 que regulamenta nosso setor, acompanhada de uma reforma fiscal adequada que não só enquadrasse apropriadamente uma atividade regulamentada pelo Ministério do Interior, que proporciona empregos dignos para mais de 200 mil famílias mexicanas em 30 dos 32 estados de nossa República, mas que também gerasse mais impostos, caso nossas autoridades entendessem que uma carga tributária maior leva a uma menor arrecadação.”

Segundo a AIEJA, embora o aumento tenha sido justificado com o argumento de que protegerá a saúde dos cidadãos mexicanos, ele servirá, na verdade, apenas “como um incentivo para que apostadores e jogadores que atualmente utilizam plataformas autorizadas e supervisionadas pelo Ministério do Interior migrem para o mercado de jogos de azar ilegal, escapando completamente da fiscalização das autoridades políticas e fiscais do nosso país”.

A AIEJA também exigiu “a implementação de medidas eficazes para combater as ofertas de jogos de azar ilegais que proliferam online atualmente, representando uma clara concorrência desleal para os operadores legalmente estabelecidos”.

A organização argumentou que a medida tributária representa um aumento considerável nas despesas operacionais do país, colocando em risco as menores empresas e dissuadindo ainda mais potenciais investidores que demonstravam interesse em investir no México, especialmente em um momento em que se discute a atualização do marco legal em torno dos jogos de azar.

No final do mês passado o Senado aprovou com os votos de partido no poder Morena e seus aliados, os Pacote Econômico para 2026, que inclui impostos sobre o consumo de bebidas açucaradas, tabaco, videogames violentos, apostas online e plataformas digitais, além de conceder poderes mais amplos ao Serviço de Administração Tributária (SAT) para combater a evasão e a sonegação fiscal.

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