Varejo usa jogos de azar online como “bode expiatório” para alta de alimentos no Brasil, diz ANJL
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) entrou com uma ação judicial, pedindo que Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) para explicar a origem das informações divulgadas em suas redes sociais e pelo presidente da associação no setor varejista, João Galassi, que vinculam a atividade regulamentada de apostas ao agravamento da insegurança alimentar no país.
Conforme noticiado pela Veja, a ANJL destaca no inquérito judicial que o conteúdo inclui alegações amplas e potencialmente difamatórias. Em publicação no dia 10, a ABRAS afirma que, em 2024, o setor varejista teria sofrido perdas de R$ 103 bilhões para o mercado de apostas. No entanto, dados oficiais da Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) O IBGE, no ano passado, divulgou que o setor registrou crescimento de 4.7%. Outro dado mencionado incorretamente é que as apostas autorizadas pelo governo federal têm carga tributária de apenas 12%.
“O setor varejista escolheu um bode expiatório para o aumento dos preços dos alimentos na mesa das famílias. E, na opinião deles, as apostas são as responsáveis. É um absurdo, pois dissemina notícias falsas com o objetivo de atacar um setor legítimo da economia, que, só neste ano, vai gerar mais de R$ 4 bilhões em impostos. Dinheiro que é legalmente destinado a investimentos em Esporte, Saúde, Segurança Pública, Turismo, Educação e Previdência Social. Reduzir as questões orçamentárias do país ao mercado regulado de apostas é irresponsável e simplista”, afirmou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.
Plínio afirmou que o vídeo é ofensivo e enganoso, não distinguindo entre casas de apostas autorizadas e regulamentadas pelo Ministério da Fazenda e sites de apostas ilegais, que ameaçam a arrecadação pública ao desviar bilhões de reais que deveriam ir para os cofres do governo.
“Ninguém apareceu de forma sorrateira, como o vídeo sugere. Os nomes das casas de apostas legalizadas são públicos e acessíveis a qualquer pessoa nos sites do governo, que também anunciam cada vez que uma casa de apostas é autorizada a operar no país. A ABRAS pode ser contra o setor de apostas, mas não pode disseminar informações falsas”, afirmou Plínio.
