Ir para o conteúdo

Notícias da Operadora

Meta deve encerrar publicidade ilegal no Brasil

Brasil Rio 415x275 c

O processo de Advocacia-Geral da União (AGU) enviou uma notificação extrajudicial à Meta (controladora do Instagram e do Facebook) solicitando a remoção de anúncios ilegais de perfis relacionados a apostas e jogos online não autorizados no Brasil. A ação foi movida pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD)) que por sua vez faz parte do Ministério Público.

A AGU argumenta na notificação que a legislação brasileira (Lei nº 14,970/2023 e Portaria SPA/MF nº 1,207/2024) exige que apostas de probabilidades fixas, como jogos e apostas online, sejam realizadas somente com autorização prévia emitida pelo Ministério das Finanças.

Portanto, empresas que não obtiveram autorização do Ministério da Fazenda estão operando ilegalmente, o que também torna ilegal a publicidade de seus serviços e aplicativos. Como regra geral, sites autorizados devem ter a terminação ".bet.br".

“Trata-se, portanto, de atividade manifestamente ilícita (pois se trata de perfis não autorizados pelo Ministério da Fazenda) — que pode ainda estar vinculada a sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, crimes contra as relações de consumo, fraudes e outras práticas ilícitas —, tornando sua publicidade igualmente ilícita”, afirma trecho da notificação.

De acordo com nota da AGU, foram identificados centenas de anúncios ativos na biblioteca de anúncios do Meta, provenientes de perfis que não atendem à legislação brasileira.

A AGU, em sua notificação, também afirma que, em decisão recente sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que as plataformas digitais são presumidamente responsáveis por conteúdo ilícito em casos de anúncios e promoções pagas. Nesses casos, as empresas devem “comprovar que atuaram com diligência e em prazo razoável para tornar o conteúdo indisponível”.

INa notificação, a AGU solicita a remoção da publicidade ilegal em até 48 horas e que a Meta se abstenha de promover conteúdo que não esteja de acordo com a lista de empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda e órgãos reguladores a atuar em apostas e jogos online.

A AGU continuou dizendo no documento que, apesar dos esforços recentes da empresa, que incluem a promessa de atualizar seus termos de uso para publicidade de jogos de azar, o processo de verificação ainda apresenta falhas práticas que precisam ser corrigidas.

Compartilhar via
Link de cópia