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Legislação

Bancada multipartidária apresenta projetos de lei gêmeos para proibir publicidade de apostas no Brasil.

Bancada multipartidária apresenta projetos de lei gêmeos para proibir publicidade de apostas no Brasil.

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Uma bancada multipartidária de vinte deputados e sete senadores, abrangendo o Partido Liberal e aliados de Bolsonaro à direita e o Partido Socialismo e Liberdade à esquerda, apresentou dois projetos de lei para proibir quase todas as formas de publicidade de apostas no Brasil e sujeitar jogos online de “risco excessivo” a um veto de saúde pública pelo Ministério da Saúde.

A versão da Câmara dos Deputados, PL 2478/2026, é liderada por Pedro Campos, do Partido Socialista Brasileiro; sua versão correspondente no Senado, PL 2470/2026, é liderada por Damares Alves, do Partido Republicano. Ambos os textos alterariam o Marco Legal das Apostas Esportivas de 2023.

O pacote foi apresentado publicamente sob o lema “Brasil Contra as Apostas”, em um evento organizado pela Frente Parlamentar Mista de Promoção da Saúde Mental, da qual Campos é presidente.

Ambos os projetos de lei contam com amplo consenso entre os partidos. Na Câmara dos Deputados, o projeto de lei PL 2478/2026 é apoiado por membros do Partido Social Democrata, do Partido dos Trabalhadores, do Partido Socialismo e Liberdade e do Partido Liberal. No Senado, o projeto de lei PL 2470/2026 tem como coautores membros do Partido Republicano, do Partido Social Democrata, do Partido dos Trabalhadores e do Partido Liberal.

Os projetos de lei proibiriam a publicidade de apostas com odds fixas na televisão, rádio, internet aberta, redes sociais, streaming, uniformes esportivos, espaços públicos, eventos culturais e por meio de campanhas com influenciadores. Slogans há muito associados ao setor — como “renda extra”, “lucro garantido”, “grupo VIP” e “recuperação de perdas” — seriam expressamente proibidos.

Os textos também introduzem uma classificação de risco para produtos online: jogos com ciclos contínuos, resultados instantâneos e recompensas variáveis ​​seriam designados como de “risco excessivo” e poderiam ser proibidos completamente, cabendo ao Ministério da Saúde o poder de avaliar os produtos antes do lançamento no mercado. Autoexclusão obrigatória, limites de depósito, bloqueios de marketing e avisos sobre vício completam o pacote.

As multas chegam a R$ 50 milhões por infração, além da suspensão ou cassação de licenças, sendo os influenciadores individualmente responsabilizados por violações de publicidade. Pedro Campos declarou à imprensa, no evento de lançamento, que espera que ambos os projetos de lei sejam aprovados pelo Congresso antes do final do ano.

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