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Legislação

Agência Nacional de Telecomunicações (ANT) fica sem recursos para combater jogos de azar ilegais

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De acordo com o jornal brasileiro Folha de S.Paulo Agência Nacional de Telecomunicações (A Anatel) está ficando sem verbas e não tem pessoal suficiente para bloquear o acesso a sites ilegais de jogos de azar online. Segundo o presidente da agência, Carlos BaigorriCerca de 15,000 mil sites ilegais foram retirados do ar desde janeiro. A ferramenta utilizada para tirar essas plataformas do ar vem sendo mantida por meio de um acordo com a UNESCO, que disponibilizou R$ 8 milhões.

Com o aumento das apostas ilegais, Baigorri estima que a Anatel precisará ampliar seus recursos. Para isso, será realizada uma licitação para contratar 50 novos funcionários, o que exigirá um orçamento anual de R$ 23 milhões.

“Ainda não está claro quantos desses funcionários serão direcionados ao controle de apostas ilegais”, disse Baigorri. “Talvez precisemos estabelecer novas parcerias.”

O processo de ABFS (Associação de Apostas e Esportes de Fantasia) enviou uma carta à Baigorri solicitando o restabelecimento do corpo técnico do órgão para aprimorar a fiscalização do mercado ilegal neste setor.

De acordo com a associação, a agência reconheceu publicamente que enfrenta uma grave escassez de pessoal. Atualmente, há 141 vagas para a função de especialista em regulamentação, o que representa 25.8% do total permitido por lei. Novas aposentadorias de funcionários previstas para 2026 devem agravar essa situação, afirmou a ABFS em sua carta.

No entanto, o aumento do quadro técnico da Anatel depende de autorização do governo por meio de decreto presidencial, acompanhada de indicação favorável do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

Em maio, Baigorri enfatizou que a estrutura regulatória de apostas do país ainda está em estágios iniciais e requer um apoio institucional mais forte. Embora a legislação recente marque um avanço significativo para o setor, Baigorri observou que a falta de uma agência reguladora dedicada representa um desafio para uma supervisão eficaz.

Um relatório recente divulgado por Instituto Locomotiva e financiado pela Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) lança mais luz sobre a extensão do problema. O estudo constatou que três em cada quatro brasileiros que apostaram online em 2025 utilizaram plataformas ilegais. Além disso, 46% depositaram dinheiro em sites que posteriormente descobriram ser falsos ou irregulares. A maioria (78%) relata dificuldades em identificar se uma plataforma é legal e 72% admitem que nem sempre verificam as informações necessárias para garantir a legalidade do serviço.

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