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Legislação

Projeto de lei sobre jogos de azar em terra no Brasil está encaminhado para este ano, diz relator

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Senador Irajá  o relator do projeto de lei de jogos de azar em terra do Brasil PL 2,234/2022 disse à imprensa que espera que o projeto seja votado no Senado até junho. Em entrevista à revista Exame, o senador declarou: “Nossa intenção é votar essa matéria ainda neste semestre, antes do recesso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vem discutindo com as lideranças partidárias o melhor momento para a tramitação do projeto.”

Em novembro, o Senado adiou a votação do projeto de lei que autoriza o funcionamento de cassinos e bingos no Brasil e legaliza o jogo do bicho, entre outras modalidades de jogos de azar. A proposta foi retirada a pedido do  Senador Irajá após amplo debate entre senadores sobre o andamento do projeto de lei.

Apesar da oposição, o parlamentar disse que continua otimista: “Estou muito confiante de que conseguiremos aprovar esse grande projeto, talvez o mais importante depois da reforma tributária”.

O relator também se disse aberto a fazer alterações no texto. "Estou comprometido em fazê-lo funcionar e não ficar preso ao texto original", disse ele.

Irajá observou ainda que há claro respaldo na documentação técnica dos Ministérios da Fazenda, Turismo, Desenvolvimento Social e Trabalho.

“O próprio Presidente da República já manifestou publicamente seu apoio à sanção caso o projeto seja aprovado pelo Congresso. O Vice-Presidente, Geraldo Alckmin, também formalizou apoio”, disse.

Sobre o funcionamento do setor regulado, Irajá esclareceu: “Para atuar neste novo mercado, as empresas precisam passar por um crivo rigoroso, comprovando sua integridade, seriedade e legalidade... O Brasil recebe cerca de 6 milhões de turistas por ano, enquanto Argentina, Chile e Uruguai recebem mais. O jogo responsável impulsiona o turismo, como demonstrado em diversos países, dobrando o fluxo de turistas em cinco anos”, afirmou.

Irajá afirmou que a instalação imediata de cassinos não será viável, prevendo que o processo de regulamentação, licitação e construção levará até três anos.

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