Brasil planeja novo programa de alívio da dívida com restrições a apostas
Brasil planeja novo programa de alívio da dívida com restrições a apostas
O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, afirmou que a nova versão do programa Desenrola – uma iniciativa federal que permite que pessoas superendividadas renegociem suas dívidas – deve incluir regras de barreira para impedir a criação de novas dívidas vinculadas a plataformas de apostas.
Segundo Durigan, a equipe econômica está estudando essa medida e elaborando o melhor modelo para lidar com o endividamento causado pelo mercado de apostas. O governo deve anunciar o Desenrola 2.0 nos próximos dias.
Durigan explicou que o ministério está avaliando como criar contrapartidas – condições ou requisitos – para as pessoas que se beneficiam do Desenrola. Ele argumentou que não adianta quitar uma dívida existente se a pessoa imediatamente voltar a se endividar por meio de apostas.
Ele fez esses comentários a jornalistas após uma reunião com a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados. Embora tenha evitado dar detalhes específicos, indicou que o governo está considerando tanto limites monetários para gastos com apostas quanto possíveis restrições à capacidade dos participantes do Desenrola de assumirem novas despesas relacionadas a apostas.
Os parlamentares que participaram da reunião disseram que Durigan enfatizou a necessidade de abordar o problema mais amplo do endividamento excessivo no Brasil e deu ênfase especial às dívidas decorrentes de apostas.
Em abril foi revelado que um plano estava sendo preparado por Presidente Luiz Inácio Lula da SilvaO governo, focado na redução do endividamento das famílias, planeja conceder uma garantia do governo federal para a renegociação da dívida e criar restrições ao jogo para quem aderir ao programa.
Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias atingiu 29.3% em janeiro. Esse número, também alcançado em outubro de 2025, é o mais alto da série histórica iniciada em 2011 pela autoridade monetária.
O plano para reverter essa situação será apresentado meses antes das eleições de outubro, quando se espera que Lula busque a reeleição.
