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Legislação

Governadores questionam seções da lei federal de apostas esportivas do Brasil no Supremo Tribunal Federal

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Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux solicitou ao governo federal, ao Senado e à Câmara dos Deputados informações sobre a impugnação de dispositivos da lei de apostas esportivas que proíbem um mesmo grupo econômico ou pessoa jurídica de obter concessão para exploração de serviços lotéricos em mais de um estado e o Distrito Federal.

A contestação foi apresentada na forma de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), mecanismo jurídico pelo qual pessoas físicas ou jurídicas podem contestar a constitucionalidade de lei ou ato normativo perante o STF.

A ADI foi protocolado por governadores de seis estados e do Distrito Federal no início deste mês. A ADI está sob a relatoria do Ministro Luiz Fux e foi assinado pelos governadores de São Paulo, Minas Gerais, Acre, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Em sua decisão inicial, o ministro Luiz Fux apresentou os fundamentos para a entrada da ADI pelos governadores afirmando que “o assunto é de grande relevância e tem especial significado para a ordem social e a segurança jurídica”.

Ele solicitou que o governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados “prestem informações no prazo de 10 (dez) dias. Posteriormente, o Procurador-Geral da União e o Procurador-Geral da República serão notificados para que se manifestem cada um, sucessivamente, no prazo de 5 (cinco) dias.”

Governadores contestam no STF alterações promulgadas pela lei de apostas esportivas 14.790/2023, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro. A Lei 13756/2018 permitiu apostas esportivas e foi assinada pelo então Presidente do Brasil, Michel Temer em 2018 e foi alterado significativamente antes que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovasse a nova lei de apostas esportivas do Brasil.

Na ação, os governadores argumentam que a lei alterou alguns trechos da Lei 13756/2018, pois restringe a possibilidade de um mesmo grupo econômico obter concessão para explorar serviços lotéricos em mais de um estado. Eles acreditam que essa restrição reduz a participação das empresas nas licitações e promove um ambiente competitivo entre os estados, onde alguns estados provavelmente perderão mais do que outros.

“Estas consequências deverão afectar principalmente os estados com menor força económica. Isso porque, sendo apenas um estado concedido a um operador privado, espera-se que os agentes economicamente mais bem equipados priorizem aqueles com maior demanda populacional e maior poder aquisitivo, em detrimento dos estados menos atrativos”, argumentam os governadores. .

Na mesma linha, consideram que as alterações às regras de publicidade são desproporcionadas. A regulamentação atual proíbe a veiculação de publicidade de serviços de apostas em estado diferente daquele onde o serviço é efetivamente prestado. Além disso, salienta-se que afecta a livre concorrência, pois impede as lotarias de exercerem o seu direito de explorar o potencial publicitário para atrair novos utilizadores.

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